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Liderança na Prática #010
Por que o óbvio na liderança não existe

A liderança não fica mais fácil, você se torna melhor.
Hey líder🚀
🤝🏻 Sejam todos muito bem-vindos à nova edição da newsletter de liderança mais prática do Brasil!
Hoje, trago insights super práticos sobre comunicação eficaz e liderança intencional – inspirados em uma sessão de mentoria recente que revelou um desafio comum: assumir que o “óbvio” é entendido por todos. Sim, você está prestes a ter acesso gratuito a um conteúdo valioso, diretamente dos bastidores da minha mentoria!
E para os novos líderes que se juntaram à Liderança na Prática nesta última semana, sejam muito bem-vindos! Aqui, descomplicamos a liderança para que seu caminho seja mais leve, estratégico e repleto de resultados extraordinários. Você aprenderá de maneira rápida e prática como evitar que o “óbvio” se perca na tradução e, assim, construir uma comunicação clara e eficaz.
Eu vou te mostrar que qualquer pessoa pode se tornar um líder de sucesso, desde que tenha as ferramentas certas e esteja disposta a aplicar técnicas simples e diretas no dia a dia.
Na edição de hoje, vamos conversar sobre:
Na edição de hoje conversar sobre:
1. Por que o óbvio na liderança não existe
2. Transformando expectativas vagas em orientações claras e acionáveis
3. Como a comunicação intencional pode elevar os resultados da sua equipe
Mas antes… Prepare o print, porque chegou a hora da reflexão da semana. Marque @nina.moretz no Instagram.


Ontem eu estava fazendo um plano de ação individual com uma aluna da minha mentoria e nos deparamos com uma situação que é muito comum na liderança.
O líder acha que não precisa falar, porque é óbvio. Logo, ele não fala.
O liderado, que tem outra cabeça, outra vivência, outras experiências, não faz porque o líder não falou.
Veja o caso:
Ana é gerente de uma academia que preza por um excelente nível de atendimento ao cliente. Ela começou sua carreira na recepção e, com o tempo, desenvolveu hábitos que se tornaram instintivos para ela. Está agora em processo de treinamento de uma nova recepcionista.
Dentro das atividades que essa recepcionista precisa fazer, uma delas é ir limpar a borra do café da máquina de café, para que então ela esteja disponível para outros clientes pegarem seus cafés.
Por acreditar que esse comportamento era natural, Ana não detalhou o procedimento para sua nova colaboradora. O resultado? A recepcionista, mesmo tendo sido orientada superficialmente, não adotou a prática, pois não possuía a mesma bagagem e percepção.
A Ana ontem, na nossa sessão de mentoria, reclamou comigo então que estava insatisfeita com algumas posturas da recepcionista, entre elas o fato de que ela (a recepcionista), quando tinha algum tempo livre na recepção sem clientes, não estava indo até a máquina para fazer o procedimento do café.
E aí, veja o que Ana me diz:
“Nina, é que assim né, quando eu era recepcionista, eu não ficava esperando me mandarem ir arrumar o café. Se eu tinha um tempo livre na recepção, eu já logo ia lá arrumar o café. E por isso eu não falei nada com a recepcionista, pois acho que ela deveria fazer o mesmo. Eu fazia isso sozinha quando era recepcionista.”
E é aqui que eu quero te mostrar que a Ana se engana. Não só a Ana, mas a maioria dos líderes que foram promovidos de funções mais operacionais antes e agora lideram esse time operacional.
É o mesmo caso do vendedor que agora virou gerente. Quando ele era vendedor ele fazia x, y e z. Agora que ele virou gerente, ele acha que por que ele fazia x, y e z, o time dele deveria saber que tem que fazer também.
Gente, prestem atenção: o óbvio na liderança não existe.
O seu papel enquanto líder é deixar claro tudo o que precisa ser feito. E não claro pra você, na verdade porque pra você já está muito claro. Deixar claro pro seu time, explicar o passo a passo do que deve ser feito de uma forma que eles entendam.
E esse passo a passo não pode ser composto por expectativas, ele precisa ser composto por ações.
Veja a diferença:
Se a Ana, gerente da academia, fala pra recepcionista: “Fulana, você precisa ser mais proativa.”
O que significa, na prática, ser mais proativa?
É chegar no horário? É antecipar as necessidades dos clientes? É ir lá tirar a borra do café quando a recepção estiver vazia?
Perceba que a proatividade é uma expectativa da gerente. O seu papel é dar ações.
“Fulana, quando a recepção estiver sem clientes, preciso que você vá até a máquina e tire a borra e deixe a máquina pronta pro próximo cliente que quiser fazer um café. Você tem alguma dúvida em relação ao passo a passo que eu te ensinei na semana passada sobre como tirar a borra e deixar a máquina pronta?”
Esse é o seu verdadeiro papel na liderança.
E não, não é óbvio.
Por que isso acontece?
Experiência pessoal: Cada colaborador tem um histórico e um conjunto de vivências único. O que para você é automático, para outro pode ser um novo aprendizado.
Expectativas implícitas: Quando deixamos de explicar o “como”, o “o quê” pode ser interpretado de maneiras diferentes.
Comunicação incompleta: Termos vagos, como “seja mais proativa”, não direcionam a ação de forma prática e mensurável.
Lições essenciais para líderes
Seja específico e explícito:
Em vez de assumir que sua equipe sabe o que é esperado, detalhe cada passo. Por exemplo:
“Quando a recepção estiver sem clientes, vá até a máquina de café, retire a borra e prepare-a para o próximo atendimento. Alguma dúvida sobre como executar esse procedimento?”
Crie um ambiente de feedback:
Incentive a abertura para dúvidas e esclarecimentos. Pergunte:
“Você se sente confortável com o procedimento? Precisa de uma demonstração prática?”
Essa postura gera confiança e assegura que todos estejam na mesma página.
Transforme Expectativas em Ações:
Ao invés de impor expectativas vagas, converta-as em instruções concretas. A clareza nos direcionamentos não só elimina ambiguidades, mas também fortalece a cultura de excelência e o engajamento da equipe.
A verdadeira liderança vai muito além de simplesmente delegar tarefas. Ela consiste em criar um ambiente onde cada colaborador compreende exatamente o que se espera dele e como suas ações contribuem para o sucesso coletivo. Quando você investe na clareza da comunicação, está, na verdade, construindo uma ponte que conecta a visão do líder com a execução prática do time.
O sucesso não está em esperar que o “óbvio” seja compartilhado, mas sim em transformar cada expectativa em uma ação tangível. Ao fazer isso, você não apenas evita mal-entendidos, mas também promove o desenvolvimento individual e a sinergia do grupo – elementos cruciais para resultados extraordinários.
Então, lembre-se que, na liderança você vai precisar mover as pessoas do seu time rumo a um objetivo. E, pra isso, você precisa criar um caminho que fique claro pra elas.
Nos encontramos daqui a uma semana, na quarta-feira, às 5:55 da manhã.
Um abraço,
Nina Moretz @nina.moretz